Artigo

  • Feb

    18

    2017
img

Focando no Bem

Lidar com a harmonia interior e se voltar completamente para o Bem soa um pouco difícil, mas não de todo impossível. Isto porque, simbolicamente, o mundo está repleto de portas enganadoras que oferecem entradas de sinistras saídas, muitas delas afeitas à nossa sintonia de seres ainda imperfeitos.

O bom é que possuímos o livre-arbítrio, não somos jogados, aleatoriamente, portas adentro. O processo de decisão legítima é nosso. Muitas vezes, perdemos longo tempo para retomarmos o caminho que nos convém, porque somos teimosos e nos deixamos levar pelas ilusões do mundo, esquecidos do que nos falou Paulo de Tarso, na Primeira Carta aos Coríntios: “Tudo é permitido, mas nem tudo convém”. Dentro dos ensinamentos do Divino Mestre, Jesus, que veio ao planeta para nos trazer ensinamentos de amor ao próximo, induzindo-nos ao que é conveniente. As portas existem, do bem ou do mal, sempre acopladas às escolhas de cada ser.

De forma que todos têm a liberdade de seguir pela “Porta Larga”, cedendo às paixões, pensamentos e ações viciosas, com foco nas ambições mundanas e negação da caridade, ou se esforçar para adentrar a “Porta Estreita”, procurando vencer as más tendências e ser um agente do Bem.

Procedente do latim bene, o Bem é o estado espiritual que leva a uma alma boa, plena de humildade e sabedoria. E pode ser o conjunto de boas ações que favorecem a conscientização, a ordem e o respeito, tanto do ponto de vista material quanto espiritual.

Quando alguém pratica o Bem, seus pensamentos emanam do respeito, da misericórdia, da justiça social e, em sentido amplo, do amor à humanidade.

Assim, praticar a caridade, jamais adotar o preconceito, qualquer que seja a situação, ser humilde, agir com simplicidade e naturalidade, enfim ter atitudes de agradecimento a Deus são manifestações do Bem.

Segundo o filósofo grego, Sócrates,” O mais elevado Bem que se pode medir é o conhecimento”. Platão afirmou que “O verdadeiro mundo das ideias puras e imutáveis é o do Bem”. Aristóteles afirmou que “O Bem é a atitude racional para com as sensações e os desejos”. Santo Agostinho nos fala que “O Mal é ausência do Bem, da mesma maneira que as Trevas são a ausência da Luz”.

Já o nosso Codificador Allan Kardec assegura que “O homem tem faculdades restritas, portanto não pode entender todos os desígnios do Criador. De forma que, às vezes, o que, para nós, parece um MAL, para Deus pode ser um BEM”.

Convenhamos que sintonizar no Bem é nos inebriar da verdadeira Luz, valendo ressaltar que o maior segredo é a observância à Lei Moral de Justiça, Amor e Caridade, pelo menos dentro dos limites do estágio evolutivo de cada um de nós!!!!