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DIRETORIA EXECUTIVA

Iniciando em 2015 e irá até 2018 (março) tem como grande evento a comemoração dos 100 anos da FEPB durante todo o ano de 2016 com comemorações diversas, já tendo sido realizado o VI Congresso Espírita Paraibano, em janeiro.

A gestão atual tem como objetivos a sequência dos trabalhos que vem sendo realizados, fortalecendo os elos entre a FEPB e as casas espíritas, por intermédio dos pólos e das coordenadorias. Para o triênio atual as ações já estão elencadas conforme o planejamento estratégico definido nos dois anos anteriores, olhando para o futuro.

Presidente: Marco Antônio Granjeiro Lima

Vice-presidente administrativo: José Raimundo de Lima

Vice-presidente federativo: Rebecca Arruda Ribeiro

Vice-presidente doutrinário: Anna Thereza Patrício B. Bezerra

1o. Secretário: Lúcio José de Araújo Silva

2o. Secretário: Carlos Alberto Antunes (Naco)

1o. Tesoureiro: Francisca Lucinda Bezerra

2o. Tesoureiro: Maria Margarete Machado Lima

Secretaria de Patrimônio e Logística : Aristides Montenegro

VEJA AQUI A ESTRUTURA DE FUNCIONAMENTO DA FEPB

Organograma

IMAGENS DO CENTENÁRIO DA FEPB

Banner FEPB _ Fatos Históricos

Banner FEPB _ O Apostolo do Sertão

Banner FEPB _ Caravana da Fraternidade

Banner FEPB _ Arte Espírita

Banner Poema de Marlânio Maia

DEPARTAMENTOS DA FEPB
DAF – DEPARTAMENTO DE ASSUNTOS DA FAMÍLIA

Coordenadores: Carmem Jeannette e Marilurdes Queiróz

O departamento de Assuntos da Família surge para suprir uma importante lacuna de equilíbrio e harmonia em situações que afetam toda a sociedade de uma forma geral. O Departamento DAF vai procurar através de ações específicas se dedicar a concretizar as campanhas aglutinadoras e protetoras da Instituição familiar, zelando pela família como um todo no âmbito da FEPB e do trabalho Federativo.

O Departamento de Artes Espíritas vem cuidar da Arte em todas as suas facetas, no âmbito Espírita, ajudando a difundir, ampliar, melhorar os nossos talentos.

DAPSE – DEPARTAMENTO DE ASSISTÊNCIA E PROMOÇÃO SOCIAL

Coordenadores: Lívio Lima e Maria Percíncula Leite Lima

Objetivando o atendimento a demandas da Assistência Social Espírita no Estado, desenvolvemos as atividades em três dimensões complementares. A primeira é voltada à capacitação sobre a Assistência Social Espírita, com seus novos desafios teórico-metodológicos, a partir do atual estágio evolutivo em que nos encontramos na sociedade. A segunda dimensão constitui-se na organização e manutenção de laboratórios para a prática do trabalho. Tais laboratórios encontram-se tanto na sede física da Federação quanto fora dela, em casas espíritas adesas. E a terceira e última das dimensões do trabalho diz respeito à participação na sociedade, com representações no Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional e no Comitê de Atenção à População de Rua.
O laboratório mantido na sede da Federação constitui-se no espaço de convivência entre um grupo de 50 idosas, gestantes, necessitados em geral e os voluntários envolvidos. O trabalho é dividido em três projetos, detalhados abaixo.
Projetos em Desenvolvimento:
• Projeto Jesus no Lar: Visitas domiciliares são realizadas nas casas dos (das) participantes, e na oportunidade é realizado o Evangelho no Lar e identificadas necessidades urgentes e prioritárias a serem atendidas, como pequenas reformas nas casas, demandas de saúde, de educação/capacitação, do INSS, para as quais vamos dando encaminhamento, seja com recursos próprios e/ou se utilizando da rede de serviços do Estado. Nesse projeto temos a participação de integrantes do Departamento de Estudos Sistematizados e do Departamento de Infância e Juventude.
• Projeto Pão Nosso: Evangelização por meio de rodas de conversas em torno de temas elencados de maneira participativa, distribuição de cestas básicas mensais e comemoração de datas festivas no ano. Foco nos pães espiritual e material. Neste projeto temos também a participação do Departamento de Atendimento Espiritual e do Departamento de Estudos Sistematizados.
• Projeto Sementes de Luz: Mães gestantes participam das mesmas rodas de conversas já citadas e recebem enxovais, além de orientações de como cuidar dos bebês, quanto à amamentação e demais assuntos vinculados.
Fontes de recursos financeiros e materiais:
• Um bazar permanente com doações variadas;
• Produção e venda de artesanatos por voluntárias;
• Lanchonete em eventos espíritas;
• Doações de gêneros alimentícios;
• Doações de recursos financeiros.
Parcerias: Casas Espíritas do Estado; Federação Espírita Brasileira; Federativas do Nordeste, em especial as da microrregião: RN-PB-PE; e Fundação Sistêmica.
Dias de Encontros: Terças-feiras das 14:00h.  às 17:00h.

DATE – DEPARTAMENTO DE ATENDIMENTO ESPIRITUAL

Coordenadores: Nízia Freire e Glória Rocha

Para o público que procura a Federação, com necessidades bio-psicossocial e espiritual, o Departamento de Atendimento Espiritual (DATE) oferece assistência em diversos níveis: atendimento fraterno, exercício de pacificação, passe, estudos sobre educação dos sentimentos e implantação do evangelho no lar. Trata-se de um serviço que apoia, ajuda e esclarece todos que buscam a casa espírita, para uma orientação espiritual. Na FEPB são mantidos três campos experimentais neste sentido, abrangendo todas as atividades:

DAM – DEPARTAMENTO DE ASSUNTOS MEDIÚNICOS

Coordenadores: Anna Thereza e Sandra Virgínia

O Departamento para Assuntos Mediúnicos (DAM) realiza o estudo sistemático da mediunidade através do curso de educação de mediunidade, conhecido por ESTEM. Mantém várias reuniões de exercício prático, com o objetivo de formar e orientar os médiuns, dentro dos princípios de unificação da FEB. Esta tarefa é privativa de médiuns da casa.

DECOM – DEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

Coordenadores: Neto Batista e Gianni Petrucce

A comunicarão Social Espírita, como colaboradora no processo de melhoria do organismo social, tem como prioridade apontar a meta da Doutrina dos Espíritos, que é a de melhorar o homem para que o homem melhore a instituição humana. Para tanto é preciso que se comunique ao homem, pelos meios disponíveis, sobre a necessidade para o despertamento dos valores da vida, aplicáveis em todas as circunstâncias, isto é, como lidar com os valores materiais, vitais, estéticos, éticos e morais no relacionamento humano, nos testes de cada dia, informando-lhe que o conhecimento e vivência dos princípios espíritas podem oferecer-lhe valiosos recursos, para a melhora gradativa, no seu desempenho como candidato da sabedoria do viver com o mundo.

A comunicação Social Espírita, sem dúvida, tem contribuição valiosa para oferecer ao ser encarnado, no tocante ao aperfeiçoamento espiritual da humanidade, quando sugere a aplicação da Lei do Amor como base para a fraternidade entre os homens, no desafio permanente e constante contra o egoísmo, orgulho, vaidade, ódio, inveja e violência, pois a pedra angular da nova ordem social é a fraternidade.

Conclui-se, assim que, uma bem dirigida política nacional de Comunicação Social Espírita, expondo de maneira clara e com linguagem adequada à opinião pública os fundamentos e princípios do Espiritismo, através dos veículos de comunicação existentes, inserirá no contexto da cultura humana as teses espíritas. Os espíritos desencarnados encarregados dessa proposta desde de há muito vem apontando nessa direção.

Encontramos em “A Gênese”, de Allan Kardec, a seguinte afirmação: “Os homens que progredirem encontrarão nas ideias espíritas uma poderosa alavanca, e o Espiritismo encontrará nos novos homens, espíritos inteiramente dispostos a acolhê-lo”. Este, pois, no nosso entendimento, o principal papel da Comunicação Social Espírita.

Texto extraído de artigo de Éder Fávaro, do site http://www.espirito.org.br/

DES – DEPARTAMENTO DE ESTUDOS SISTEMATIZADOS

Coordenadores: Lúcia Souto e Ronaldo Uchôa

Divulgar o Espiritismo, através do estudo sistematizado, é o principal objetivo do Departamento de Estudos Sistematizados (DES). Para isso, ministra três cursos permanentes: ESDE (Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita), ESE (Estudo Sistematizado do Evangelho) e EADE (Estudo aprofundado da Doutrina Espírita) e Esperanto. O ESDE e o ESE são ministrados uma vez por semana, durante dois anos. Há ainda o Curso Básico do Espiritismo, aplicado em seis aulas, duas vezes por semestre.

DIJ – DEPARTAMENTO DE INFÂNCIA E JUVENTUDE

DIJ – Coordenadores: Paulo Yokanã, Adjunto: Abraão Carvalho

O Departamento de Infância e Juventude (DIJ) tem como meta principal evangelizar a criança e o jovem à luz do Espiritismo. Aos domingos, a partir das 16h, na sede da Federação, enquanto os pais assistem à reunião pública, crianças e adolescentes são evangelizados, através de uma metodologia dinâmica.

CICLO DE TRABALHO:

Maternal – 3 e 4 anos

Jardim de infância – 5 e 6 anos

1º ciclo da infância – 7 e 8 anos

2º ciclo da infância – 9 e 10 anos

3º ciclo da infância – 11 e 12 anos

1º ciclo da juventude – 13 e 14 anos

2º ciclo da juventude – 15 a 17 anos

3º ciclo da juventude – 18 a 21 anos

DEPARTAMENTO DE ARTES ESPÍRITAS

Coordenadores: Dalila Cartaxo e Emmanuel Sousa

O Departamento de Artes Espíritas vem cuidar da Arte em todas as suas facetas, no âmbito Espírita , ajudando a difundir, ampliar, melhorar os nossos talentos.

Clique e confira o Estatuto da FEPB

PRESIDENTES DA FEPB

Marco Antonio Grangeiro de Lima – 2012 até os dias atuais

A nova diretoria eleita em março de 2012 tomou posse com o objetivo de fortalecer ainda mais os elos com o movimento espírita, dando sequencia nas atividades realizadas pela gestão anterior e, claro, indo além na busca de apoiar a chegada da Doutrina Espírita a todos os recantos da nossa Paraíba. Depois de um processo democrático e tranquilo de passagem, o novo presidente, juntamente com todos os colaboradores, assume o mandato com o olhar voltado para a aproximação com as casas espíritas do estado, buscando intensificar a integração.

Com base no novo modelo sugerido e adotado pela FEB, a Federação Espírita Paraibana criou os novos departamentos de artes e de asuntos da família. Os demais departamentos estão mantidos, sendo que o antigo DEC – Depto. de Educação e Cultura, passou a ser chamado DES – Depto. de Estudos Sistematizados.

As atividades começam a ter seus desdobramentos, como o plantão federativo, as visitas às instituições espíritas, o intercâmbio fraterno com os estados vizinhos, enfim, muito trabalho, muitas oportunidades de sermos úteis na ação do bem.

José Raimundo de Lima – 1985 a 2012

A gestão de José Raimundo de Lima tem sido marcada pela ampliação do alcance da mensagem espírita. Quando assumiu a Presidência, a Paraíba contava com 54 centros espíritas. Investiu no campo da “unificação”, adequação e orientação ao Centro Espírita, com o objetivo de interiorizar as ações da FEPB. Neste processo de descentralização das atividades e, ao mesmo tempo, de unificação do Movimento, seguindo os moldes da FEB, criou as coordenadorias regionais em todas as regiões. Incentivou a presença de espíritas paraibanos nos eventos nacionais e internacionais.

Massificação do Espiritismo – Durante sua gestão têm sido incentivadas e implantadas diversas estratégias, visando a massificação da mensagem espírita:

1) a instalação de um stand na UFPB, que funcionou no Ponto de Cem Réis.

2) Programa de rádio “A Voz do Consolador”

3) Vários eventos: feiras de livros, seminários, congressos, workshop, ENESP no Carnaval.

4) Arte e cultura espírita: criação do Grupo Acorde, grupo de teatro Encena, coral.

Campanha “Divulgando a Imortalidade” – O projeto de massificação espírita da FEPB está coroado por uma campanha que vem dando certo desde sua criação, em 2003: “Divulgando a Imortalidade”, no período de Finados, ressalta a continuidade da vida após a morte física.

PERFIL – José Raimundo de Lima nasceu em Areia-PB. Formado em Direito, ingressou no Ministério Público paraibano em1978, onde já exerceu diversos cargos de relevância e atualmente é procurador de Justiça. Foi professor da Universidade Federal da Paraíba.

Laurindo Cavalcante de Araújo – 1973 a 1985

Assumiu a presidência em fevereiro de 1973. Ele, então ex-vice-presidente, retoma o trabalho administrativo e social, visando, acima de tudo, estabelecer, de forma mais concreta, o Movimento Espírita do Estado, sem perder o foco nos vínculos da FEPB com os Centros Espíritas filiados. O movimento tomou novos rumos, com a criação de eventos, visitas às sociedades adesas, criações de cursos, conferências realizadas por dezenas de expositores do Sul do País, a exemplo de Deolindo Amorim. Divaldo Pereira Franco vinha com mais frequência.

Em 1978, a FEPB sediou o primeiro Zonal da FEB, com a participação de componentes de vários estados nordestinos para a aprovação do Opúsculo Orientação ao Centro Espírita, já tratado em reuniões de diferentes regiões do Brasil. Os participantes do Zonal contribuíam para uma melhor redação dos textos daquele importante trabalho para, finalmente, na reunião do Conselho Federativo Nacional ser decidido o texto final, editado em 1980.

Providenciou ampliação de área no prédio do Lar da Criança, entidade também dirigida por ele, e a reforma na sede da Federação, na Lagoa. Depois de 63 anos ocorreu, pela primeira vez, a mudança do Estatuto da FEPB, adaptando-o às novas necessidades. O Conselho Administrativo passou a chamar-se Conselho Superior da FEPB e iniciou-se o trabalho maior que era: a reformulação do Conselho Federativo Estadual. Mais detalhes em História de FEPB.

PERFIL – Laurindo Cavalcante de Araújo nasceu no Engenho Urucu (Alagoa Nova) dia 02 de outubro de 1918. Economista e contador, foi funcionário do Ministério da Fazenda e  professor de Economia, na Universidade Federal da Paraíba.

José Augusto Romero – 1929 a 1973

O mandato durou 44 anos. Cresceu o Movimento Espírita com viagens ao interior, onde ainda não estava consolidado o Espiritismo. Já existiam quatro centros na capital. Depois foram criados mais três. Para haver maior intercâmbio entre as sociedades espíritas, Romero criou a Casa dos Espíritas da Paraíba, para aglutinar os Centros Espíritas da capital e dar melhor direcionamento do trabalho unificador do Espiritismo na Paraíba.

Em onze anos de funcionamento da Casa dos Espíritas, prestou à comunidade relevante trabalho. Em 1953 já unia como Centros Espíritas adesos a FEPB cerca de 15 sociedades coesas em torno da Unificação. Com o “Pacto Áureo”, assinado no Rio de Janeiro pela FEB, terminava a tarefa da Casa dos Espíritas da Paraíba. Ela foi substituída pela instalação do Conselho Federativo Estadual, na própria Federação Paraibana, em janeiro de 1953.

Por iniciativa de Romero foi fundado o jornal “Paraíba Espírita”, em fins de 1951. Já no período de 1953 a 1964 aconteceu a divulgação radiofônica. O programa “Neblina Espiritual”, irradiado pela Rádio Tabajara, complementava o serviço de propaganda doutrinário levando ao grande público a mensagem que a FEPB propunha. Dia 07 de setembro de 1973, às 9 horas da manhã, ele retorna à pátria espiritual. Mais detalhes em História de FEPB.

PERFIL – José Augusto Romero nasceu na cidade de Alagoa Nova, dia 02 de abril de 1891. Estudou no Seminário Arquidiocesano, mas por falta de vocação, trocou pelo magistério. Foi adjunto de promotor público e secretário do Distrito de Obras contra as Secas.

José Rodrigues Ferreira  – 1925 a 1929

Um presidente americano – De 17 de janeiro de 1924 até 1928, a FEPB tem novo presidente: o engenheiro José Rodrigues Ferreira. Apesar de ter nascido no Brooklin em Nova York (EUA), filho de cônsules brasileiros naquela cidade, firmou raízes de profundo afeto no solo paraibano e divulgou o Espiritismo inclusive no Alto Sertão da Paraíba. Seu corpo foi sepultado no cemitério de Aparecida, cidade que fica a 16 Km de Sousa, tendo no seu túmulo a inscrição existente no túmulo de Kardec, sendo em português: “Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal é a lei”.

João Gomes Coelho – 1924 a 1925

Em 17 de janeiro de 1924 foi eleita uma nova diretoria que ficou assim composta: Presidente – João Gomes Coelho; Vice – Eugênio Ribas Neiva; 1º. Secretário – Getúlio Cézar; 2º. Secretário – João Bernardo de Freitas; Tesoureiro – Aníbal de Gouveia Moura; Bibliotecário – Manoel Francisco Rabelo.

Eugênio Ribas Neiva – 1923 a 1924

Em 1923 houve registro de mudança da diretoria, de acordo com a revista “O Além”, órgão de divulgação da FEPB, que noticia a seguinte diretoria cujo mandato transcorreu até 17 de janeiro de 1924: Presidente – Eugênio Ribas Neiva, Vice – Severino Lucena, 1o. Secretário – Diógenes Caldas, 2o. Secretário – Júlio Ataíde, Tesoureiro – João de Brito Gouveia Moura, Bibliotecário – Manoel Francisco Rabelo.

Manoel Alves de Oliveira  – 1916 a 1923

Foram seis anos de mandato. A semente de construção do Movimento Espírita paraibano foi plantada na residência do cidadão Manoel Alves de Oliveira. Ali, nos idos de 1916, se realizavam “Sessões de Caridade” (hoje “Sessões Mediúnicas”), onde eram atendidas pessoas de todas as condições sociais, com a doutrinação de espíritos enfermos, o passe, a água fluidificada e o consolo da Doutrina dos Espíritos. Foi naquele lar que um reduzido número de pessoas resolveu fundar uma Sociedade Espírita. Dentre as discussões sobre a denominação, se Centro Espírita ou Núcleo Espírita, dentre outras, prevaleceu a ideia de ser uma Federação.

HISTÓRIA DO ESPIRITISMO NA PARAÍBA

A Federação Espírita Paraibana (FEPB), fundada dia 17 de janeiro de 1916, é uma sociedade civil, educacional, cultural, religiosa e sem fins lucrativos. Seu objetivo é estabelecer o processo de unificação estadual do Movimento Espírita, além de congregar as sociedades espíritas da Paraíba, bem como fortalecer, ampliar e aprimorar suas ações. Também promover e incentivar o estudo, a difusão e a prática do Espiritismo, com base nas obras da Codificação de Allan Kardec e no Evangelho de Jesus, além da prática da caridade espiritual, moral e material, dentro dos princípios espíritas. Por fim, colocar o Espiritismo ao alcance e a serviço de todos.

A semente do ideal

Tudo começou nos idos de 1916. A Parahyba do Norte era a capital da então Parahyba. Uma época em que exceções de pessoas se “atreveriam” a falar de Espiritismo. Eram os destemidos e audaciosos, de raciocínio largo, que liam, dialogavam, conheciam a Doutrina Espírita. Não havia ainda um núcleo ou centro espírita, mas o livro Espírita estava ali, garantindo a ousadia para se ultrapassar as fronteiras do preconceito. As dificuldades foram inúmeras para os desbravadores, mas o desafio era maior.

O que existiam eram apenas “Sessões de Caridade”, que aconteciam em residências onde eram atendidos os necessitados. Naquelas sessões a mediunidade aflorava em pessoas simples e sinceras, produzindo os mais extraordinários fenômenos de cura, vidência, clarividência, psicografia, psicofonia que maravilhavam e assombravam de estupefação a todos os presentes. Foi na residência do cidadão Manoel Alves de Oliveira que se realizavam uma dessas “Sessões de Caridade”, onde eram atendidas pessoas de todas as condições sociais, com a doutrinação de espíritos enfermos, o passe, a água fluidificada e o consolo da Doutrina dos Espíritos.

Mas foi ali, naquele lar, que um reduzido número de pessoas resolveu fundar uma Sociedade Espírita e então surgia a indagação: que Sociedade? Um modesto Centro Espírita ou Núcleo Espírita que seria mais fácil conduzir, num tempo em que não havia segurança para funcionar e as hostilidades estavam às vistas. Não! Eles decidiram fundar uma Federação. Outro questionamento surgia célere: Por que Federação? No presente não se têm notícias sobre a existência de algum sobrevivente dentre o grupo de pessoas que participaram da fundação, para apontar com certeza de quem foi à idéia, mas que foi uma iluminada inspiração não se discute.

Numa palestra pronunciada pelo ex-presidente da Federação Espírita Brasileira (FEB), Juvanir Borges de Souza, afirmou que Leopoldo Cirne, quando substituiu Bezerra de Menezes na presidência da FEB, em 1900, foi o maior incentivador do Federalismo no Movimento Espiritista do Brasil, inspirado no modelo da organização política de nosso país, de modo que todos estados através de suas Federações ficassem representados participando do poder Central Federativo. Elas começaram a surgir em 1902 tendo a Federação Espírita Paraibana (FEPB) nascido em 1916.

O arcabouço do federalismo levou a uma rápida expansão no Movimento Espírita brasileiro com as Federações Estaduais e a consequente multiplicação dos Centros Espíritas. Dessa forma chega-se a ponderada conclusão, que: quem sugeriu o nome de Federação para a primeira Casa Espírita Paraibana, sabia algo sobre o sistema liderado por Augusto Elias da Silva e recomendado por Leopoldo Cirne, apesar de que este não mais estava no poder presidencial da FEB. A FEPB foi fundada em 17 de janeiro de 1916 e Leopoldo Cirne já tinha terminado seu mandato na diretoria da FEB, em 1914. A pesquisa realizada não nos autoriza até agora, a apontar a paternidade desta sugestão, de se usar o Federalismo na Paraíba ou na FEB.

Tudo começou assim

Na noite de 17 de janeiro de 1916, na rua 13 de maio nº 457, antiga Rua da Lagoa de Cima, foi fundada a Federação Espírita Paraibana, pelos seguintes cidadãos: Manoel Alves de Oliveira, Eugênio Ribas Neiva, Manoel Francisco Rabelo, Eduardo Medeiros, Frederico Ribas Neiva, João de Brito Gouveia Moura, Joani de Felibelli. A primeira diretoria ficou assim formada: Manoel Alves de Oliveira (presidente), Eugênio Ribas Neiva (vice), Eduardo Medeiros (1º. Secretário) Manoel Francisco Rabelo (2º. Secretário), João de Brito Gouveia Moura (Tesoureiro).

Como não possuía sede própria, a FEPB funcionava naquele endereço, que era também residência de Manoel Alves de Oliveira, onde acontecia a “Sessão de Caridade”, e que assim foi transformada naquela data de 17 de janeiro de 1916 em sede provisória. Ali funcionou de 1916 a 1919, quando foi construída a segunda sede, num terreno próximo à casa de Manoel Alves de Oliveira, que foi doado por um dos referidos fundadores da FEPB: Joani de Felibelle. Este também ajudou na construção do prédio que agora funcionaria em novo endereço: Rua 13 de Maio nº 465. Naquele local específico a FEPB funcionou de 1919 até 1960 – em 41 anos de profícuo atendimento.

De 1960 em diante passou a funcionar na sua terceira sede. Esta também própria, construída agora, em edifício de 1o. Andar, no nº 65 no parque Solon de Lucena. Coincidentemente ou não, o referido parque é um logradouro tranquilo cujo nome fora dado em homenagem ao ex-presidente do estado da Parahyba e que também foi espírita reconhecido.

O terreno em que foi edificada a FEPB, em sua terceira sede, bem maior, dotada de várias dependências internas, com livraria e um grande auditório para a época, foi doado pelo eminente espírita paraibano, dr. Arthur Lins de Vasconcelos Lopes. Este nascido na Serra de Teixeira, detentor de grande projeção nacional, signatário do “Pacto Áureo”, ex-presidente da Federação Espírita do Paraná, espécie de Mecenas que deu relevante ajuda às Sociedades Espíritas do Nordeste, notadamente a Paraíba.

A FEPB teve a presidência nas mãos de Manoel Alves de Oliveira, até 1923 – foram seis anos de mandato. Em 1923 houve registro de mudança da diretoria, de acordo com a revista “O Além”, órgão de divulgação da FEPB, que noticia a seguinte diretoria cujo mandato transcorreu até 17 de janeiro de 1924: Presidente – Eugênio Ribas Neiva, Vice – Severino Lucena, 1o. Secretário – Diógenes Caldas, 2o. Secretário – Júlio Ataíde, Tesoureiro – João de Brito Gouveia Moura, Bibliotecário – Manoel Francisco Rabelo.

O Além – 1ª revista espírita 

Em agosto de 1922 foi fundada a primeira revista Espírita na Paraíba, o que renovou os conceitos sobre o Espiritismo na então província Parahyba do Norte. Era editada pela FEPB e intitulava-se “O Além” – opúsculo de feição gráfica regular para a época, em comparação com outras do país. Para o Movimento Espírita da Paraíba, era uma novidade editorial. Os artigos regulares divulgavam a fenomenologia do Brasil e do Exterior – fenômenos de materialização, lá em Belém do Pará, ou na América e na Europa, comprovando que os redatores liam bastantes jornais, inclusive estrangeiros e estavam, portanto, bem informados.

O primeiro diretor da revista foi o bel. Diógenes Caldas; redator secretário José Pereira da Silva (Sr. Zuza); redatores professores: Eduardo Medeiros, Francisca Moura, Sizenando Costa, João Coelho, Floripes Pessoa e Eugênio Ribas Neiva. Gerente – Manoel Rabelo. Não existe comprovação de até quando foi editada a revista, mas se presume que a partir de 1924 foi suspensa a sua circulação porque o então governador Solon de Lucena, deixou a presidência da Província. Foram três anos de divulgação da Doutrina Espírita, pela revista “O Além”, no início da década de 20.

A diretoria da FEPB realizava palestras e conferências no seu acanhado salão, onde cabiam pouco mais de 100 pessoas, convidando confrades do movimento dos estados vizinhos. Numa dessas oportunidades foi convidado o grande tribuno espírita cearense major Manoel Viana de Carvalho, considerado a glória dos oradores espíritas brasileiros. Tido como polemista de fôlego, sempre respondia aos ferozes ataques desfechados pelo clero com a lição da Doutrina Espírita, a ponto de os abalarem tornando-os emudecidos, tal era o arroubo colocado nas palavras que fluíam fáceis.Católicos e protestantes na palestra espírita

Viajou por todo o País a serviço da profissão. Era Major engenheiro militar do exército Brasileiro e onde quer que fosse designado para prestar serviço, ali, ele fundava dezenas de Centros Espíritas, arrebanhando os colaboradores para a obra de difusão da Doutrina.  Foi em novembro de 1923 que ele chegou a esta cidade vindo de Recife. Recebido pela diretoria da FEPB para reunião que começaria às vinte horas, logo na conversação chegou-se a conclusão que o salão que servia de auditório na casa era pequeno para conter os que queriam ouvir aquele fenômeno da palavra. Assim escolheram a Praça Vidal de Negreiros e naquela noite encheu-se de espíritas, católicos, protestantes. Todos para ouvi-lo.

A revista “O Além” registrou que ele falou por duas horas seguidas, encantando a todos pela riqueza de assunto e conhecimento disponibilizado. O major “Manú”, como era conhecido nas rodas espiritistas, fez na improvisada tribuna a maior conferência que se podia ouvir, e nela rebateu as imprecações contra o Espiritismo, tendo no final da oração, saudado a multidão e em troca recebeu a maior ovação que um orador espírita poderia receber.

No outro dia, o jornal “A imprensa”, órgão da igreja católica, lançou o grande e veemente protesto de apodo e de zombaria contra o orador e o Espiritismo. Após essa conferência a FEPB lotava seu salão para assistir as reuniões doutrinárias da semana.

A revista “O Além” divulgava como orientação a quem quisesse frequentar a casa: “A entrada é permitida a todas as pessoas de bons costumes, mediante autorização do presidente. Depois de começados os trabalhos a ninguém mais se dará ingresso para não haver perturbação do silêncio que deve ser o mais rigoroso possível”.

De 17 de janeiro de 1924 até 1928, a FEPB tem novo presidente: o engenheiro José Rodrigues Ferreira. Apesar de ter nascido no Brooklin em Nova York (EUA), filho de cônsules brasileiros naquela cidade, firmou raízes de profundo afeto no solo paraibano e divulgou o Espiritismo inclusive no Alto Sertão da Paraíba. Seu corpo foi sepultado no cemitério de Aparecida, cidade que fica a 16 Km de Sousa, tendo no seu túmulo a inscrição existente no túmulo de Kardec, sendo em português: “Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal é a lei”.

O mandato de José Augusto Romero durou pouco mais de quatro décadas. A diretoria anterior terminava o seu mandato em 1929. O início da década de 30 trouxe mudanças para o cenário da ainda Parahyba do Norte. A capital passaria a ser chamada de João Pessoa. Nas casas residenciais realizavam-se “Sessões de Caridade”, nomes impróprios, hoje substituídos pelo de “Sessões Mediúnicas”, onde aconteciam os trabalhos de curas que eram realizados através de médiuns e/ou pelos espíritos.

O trabalho edificante da FEPB prosseguia na divulgação da Doutrina Imortalista. Nas terças-feiras era estudado “O Livro dos Espíritos” e nas sextas-feiras, o “Evangelho Segundo o Espiritismo”. Após o estudo era aplicado o passe magnético. Na década de 30 o Espiritismo era moderado e simples. Depois dos anos 40 o Espiritismo tomou um novo alento progressivo, com o aparecimento de dezenas de adeptos. Cresceu o Movimento Espírita com viagens ao interior, onde ainda não estava consolidado o Espiritismo.

Eventos, semanas comemorativas, fundação de centros espíritas, aparecimentos de jornais e revistas da literatura espalhada em todo o país. Já existiam pelo menos quatro centros na capital: Tomás de Aquino; Deus, Amor e Caridade (Casa da Vovozinha); Paz, Harmonia e Caridade e Bezerra de Menezes. Depois mais três. Foi quando, para haver maior intercâmbio entre as Sociedades Espíritas, José Augusto Romero apresentou o projeto da criação de um órgão presidido pelo próprio presidente da Federação aglutinando os Centros Espíritas desta capital para da união melhor direcionar o trabalho unificador do Espiritismo na Paraíba. Era a Casa dos Espíritas que fôra criada dia 11 de abril de 1942, sendo fundadores: José Augusto Romero e Severino de Luna Freire (FEPB), João de Deus Coelho Serrão (12 apóstolos), João Severino Bezerra (Paz, Harmonia e Caridade), Feliciano Dias e Domingos Soares (Deus, Amor e Caridade) e José Belarmino Feitosa Filho (C.E. Maria Madalena).

No decorrer de onze anos de funcionamento da Casa dos Espíritas da Paraíba ela prestou à comunidade relevante trabalho, sendo absorvida pelo crescimento e compreensão do trabalho federativo que aos poucos granjeava expansão em todo território nacional. Em 1953 já unia como Centros Espíritas adesos a FEPB cerca de 15 sociedades coesas em torno da Unificação. Com o “Pacto Áureo” assinado no Rio de Janeiro pela FEB, terminava a tarefa da Casa dos Espíritas da Paraíba. Ela foi substituída pela instalação do Conselho Federativo Estadual, na própria Federação Paraibana, em janeiro de 1953.

Centro Espírita no Presídio

Jorge Honorato da Silva, funcionário público estadual, aposentado da Secretária de Justiça, em abril de 1944 foi detento de justiça no presídio e ali começou a sentir fenômenos mediúnicos de ver, ouvir e sentir manifestação de Espíritos. Tinha por companheiro o detento Antônio José Ferreira, simpatizante do Espiritismo. Alguém amigo dera-lhe livros doutrinários para ler. Ambos se dedicaram de tal maneira que sondaram o diretor do Presídio e tudo parece levar a crer ser este mais um simpatizante do Espiritismo. Conseguiram autorização para fundar um Centro Espírita para estudo da Doutrina Espiritista dentro daquela casa de correção criminal. Em abril do ano citado convidaram outros companheiros, pela manhã depois do café, e fundaram um núcleo espírita cujo nome era: Centro Espírita Padre Germano.

Honorato soube que a FEPB, há dez anos antes da fundação desse Centro, já realizava palestras e fazia visitas semanais à Casa de Detenção, porém o sacerdote capelão da mesma, cônego João de Deus Mindello, tendo grande prestígio junto às autoridades judiciais conseguiu sustar a ação religiosa da FEPB impedindo a sua continuação. Jorge Honorato fez convite a FEPB e foi assim que recomeçaram as visitas e houve o retorno dos oradores da casa dos Espíritas, que céleres, acorriam àquela casa de Detenção, sempre aos domingos, para fazer palestras educativas com lições do Evangelho Segundo o Espiritismo e dos muitos livros espíritas levando como ajuda material, cestas de alimentos além do maravilhoso pão do espírito, consolador e reconfortante nas necessidades morais.

Em outubro de 1947, a FEPB havia organizado um grande evento, coisa que não era comum em João Pessoa. O acontecimento ficou conhecido como III Congresso Nordestino decorrente de quatro congressos conveniados pela Federação Espírita de Alagoas. O primeiro fôra em Alagoas, O segundo em Pernambuco, e o quarto no Rio Grande do Norte sendo todos realizados com o êxito que se esperava. As visitas à casa de Detenção estavam inseridas no programa do C.E. Pe. Germano. No domingo, uma caravana de congressistas incorporados à diretoria da FEPB e os centros Espíritas adesos, realizaram uma visita àquela casa. Aberta a sessão no auditório pelo presidente da FEPB, José Augusto Romero, com a presença do presidente do C.E. “Padre Germano”, Jorge Honorato, falaram vários representantes com a culminância da bela exposição de Jorge Honorato, num improviso sensível e comovente que admirou os presentes.

O então presidente da Federação Espírita Pernambucana, Lírio Ferreira, também fez palestra e ofereceu em nome da entidade que representava, 50 livros do Evangelho Segundo o Espiritismo para distribuir com os presidiários. Ao ser desativada aquela casa Carcerária mais tarde com a construção da Penitenciária Modelo no bairro do Roger, o Centro Espírita Pe. Germano, continuou nos trabalhos de divulgação e prestação de assistência aos encarcerados, sempre com o apoio da FEPB, levando oradores diversos e ainda com assistência da juventude Espírita que funcionava na casa máter, sob a direção de Laurindo Cavalcante. Naquela nova casa correcional Jorge Honorato já havia sido libertado voltando ao seio de sua família como cidadão livre juntamente com o amigo e irmão o ex-detento, Antônio José Ferreira, ambos fundadores do Centro Espírita Padre Germano. Esse nome foi dado em homenagem ao personagem principal do Livro “Memórias do Padre Germano” de autoria da espírita espanhola, Amália Domingos Soler. Jorge Honorato continuou a tomar parte nas Sociedades Espíritas.

Arte, cultura e divulgação espírita

A partir de 1940, a FEPB inicia um programa comemorativo de divulgação com exposição do livro espírita nas cidades de João Pessoa e Campina Grande. Assim, em escritórios, lojas e edifícios, onde os espaços para vendas foram gentilmente cedidos por seus proprietários, eram organizadas exposições de livros, jornais, revistas, panfletos, relativos a datas específicas do Espiritismo. Naquelas ocasiões, o público afluía intensamente colaborando na aquisição dos livros. De 30 de Setembro a 3 de outubro de 1947 aconteceu o III Congresso Espírita Nordestino, no Teatro Santa Roza, com a presença de ilustres convidados da região e ainda com visitas às associações Espíritas.

O encerramento aconteceu com um programa na casa de Detenção da Capital, visita ao Centro Espírita Padre Germano, por cerca de 50 confrades.       A 1ª Mocidade Espírita na FEPB foi fundada sob as vistas patriarcais do confrade José Augusto Romero e o jovem Laurindo Cavalcante, junto a uma turma do sadio barulho, que formavam excursões, horas de verdadeiros saraus de poesia e estudo. A União Espírita Deus, Amor e Caridade fundou a sua mocidade com o grupo teatral intitulado “Teatro da Mocidade Espírita” sob a supervisão de Domingos Soares, diretor, ensaiador e cenarista. As duas mocidades se uniram em um trabalho de amor e esforços conjugados para apressar o desenvolvimento daquele anseio idealista.

Na casa máter, os novos moços criavam e desenvolviam eventos para entretenimento daquela juventude que pedia e podia ajudar aos mais velhos a equacionar os mais difíceis problemas criados com a construção do albergue. Enquanto uns faziam quermesse, tômbola para recolher fundos contando, quase sempre, com um público sempre pronto para colaborar. O grupo de Teatro preparava-se para apresentar sua primeira peça em quatro atos, nos quais tomaram parte Geraldo Melo, Eunice Araújo, Nevinha, e Laurindo Cavalcante. O título da peça era “Nas Malhas da Obsessão” do Prof. Leopoldo Machado, que levada à cena nas proximidades de Natal (RN), com tanto êxito, no mesmo ano, que foi repetido vários espetáculos, sempre renovando com as novas peças espíritas de valor literário.

Construção da sede da FEPB

Em 1951, Arthur Lins de Vasconcelos visitou a Paraíba e foi parar na FEPB. Da FEPB seguiu em grupo, ao antigo Ponto de Cem Réis para tomar um cafezinho no famoso Café Alvear. O grupo era composto de Laurindo Cavalcante de Araújo, José Augusto Romero, Edísio Travassos e Lins de Vasconcelos. Foi lançada a idéia da sede da FEPB mudar de endereço, devido a atual ter salão muito pequeno e sem condições de se fazer uma reforma por causa da exiguidade do terreno.

Edísio Travassos informou aos presentes que no parque Solon de Lucena, na Lagoa, havia um grande terreno à venda. Dali saiu o pequeno grupo para examinar o local e Lins de Vasconcelos autorizou a José Augusto Romero a comprar o terreno da proprietária, dona Catarina Moura. Devido a carência de recursos, a FEPB vendeu um prédio onde funcionava o Colégio Lins de Vasconcelos de propriedade do professor Manoel Nery e a sua antiga sede da rua 13 de maio no. 465 para poder concluir a construção que foi inaugurada em princípios de 1960.

Visitas de destaques

O presidente da Federação Espírita Portuguesa, Izidoro Duarte Santos, visitou a FEPB, em 1951. Ele era o então diretor da Revista “Estudos Psíquicos”, editada e divulgada em Lisboa, erudito confrade, um dos mais categorizados espíritas portugueses numa época difícil, em plena ditadura Salazarista. O professor Huberto Rohden esteve em João Pessoa, nos dias 10 e 11 de setembro de 1951. Em visita de cunho científico, dentro do ramo da Parapsicologia, ele fez uma conferência no Teatro Santa Roza. Foi um sucesso inusitado, inclusive com casa cheia dando a melhor das impressões pelas causas novas reveladas. Na FEPB proferiu outra conferência centrando o tema na Reencarnação, fato que arrancou aplausos dos presentes na antiga sede da 13 de maio com assistência completamente lotada.

O espiritualista Pietro Ubaldi, filósofo, naturalista e cientista italiano, visitou João Pessoa de 17 a 19 de março de 1957. Autor de vários livros filosóficos e científicos, dentre eles “A Grande Síntese”, de valor invulgar no conhecimento lógico da realidade físico-espiritual, considerado um “best-seller” editorial, Pietro Ubaldi fez três conferências na faculdade de Ciências Econômicas da UFPB e concedeu entrevista na Rádio Tabajara. Agradou tanto a família espírita, como o público em geral. Pietro Ubaldi visitou a sede da FEPB. Muitos dos jornais da época noticiaram o acontecido.

Em julho de 1963 a FEPB realizou o I Curso intensivo para Orientadores Espíritas com a colaboração de irmãos de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro nas pessoas de: Cecília Rocha, Sinésio Vieira, Solange Moacir, Carlito Brito e Nerícia Tavares. Ao evento matricularam-se jovens dos seguintes estados: Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, vários municípios do estado e capital.

Jornal “Paraíba Espírita”

Este jornal foi fundado em fins de 1951, por iniciativa do presidente da FEPB, José Augusto Romero, tendo com auxiliares Inaldo Lacerda Lima e Laurindo Cavalcante de Araújo. Com o decorrer do tempo contou com a colaboração eficiente e brilhante de jovens iniciados no conhecimento da Doutrina dos Espíritos. O jornal, além de doutrinário, era o porta-voz do movimento espírita estadual e funcionou até o ano de 1963.

Já no período de 1953 a 1964 aconteceu a divulgação radiofônica. O programa “Neblina Espiritual” irradiado pela PRI-4, Rádio Tabajara complementava o serviço de propaganda doutrinário levando ao grande público a mensagem que a FEPB propunha. “Neblina Espiritual”, o programa radiofônico despretensioso da FEB, tinha seu público cativo.

Nos idos de l972, lá estava José Augusto Romero enfermo, começando uma peregrinação pertinaz em busca do reajuste de sua saúde física abalada. Era o seu martirológio cármico evoluindo para o final. Pressentindo sua destinação Romero chama Laurindo Cavalcante, lhe diz não poder continuar a agir na administração da FEPB e pede-lhe que assuma a presidência.

Deixa o comando e no dia 07 de setembro de 1973, às 9 horas da manhã, ele retorna àquela pátria que deixara para reencarnar na cidade de Alagoa Nova, aos 02 de Abril de 1891, com 82 anos incompletos. Romero, no entanto, prossegue seu trabalho, no plano invisível, agora como orientador espiritual, quanto aos nossos deveres com a casa e procedimento com os irmãos de doutrina.

Com a doença e consequente desencarnação de José Augusto Romero, fecha-se um ciclo de 44 anos à frente da FEPB. Em fevereiro de 1973, assume a presidência Laurindo Cavalcante de Araújo, oito meses antes do desenlace de Romero. O ex-vice-presidente retoma o trabalho administrativo e social dando sequência e visando acima de tudo, estabelecer de forma mais concreta o movimento espírita do Estado, sem perder o foco nos vínculos da FEPB com os Centros Espíritas filiados. Com essa mudança de líder, o movimento tomou novos rumos, com a criação de eventos, visitas às sociedades adesas, criações de cursos, conferências realizadas por dezenas de expositores do Sul do País, notadamente Divaldo Pereira Franco, que visitava a Paraíba desde os tempos de Augusto Romero lá pelos idos de 1954.

Laurindo Cavalcante ainda tomou a responsabilidade de dirigir a instituição O Lar da Criança, criada em 20 de fevereiro de 1950, pela FEPB, em substituição à pretensão inicial de se construir um hospital que deveria ser o Hospital Psiquiátrico Espírita da Paraíba. Para tanto, já fôra lançada a pedra fundamental no terreno doado por Dr. Targino Pereira, idealizador desse empreendimento, que incontinenti foi apoiado pela FEPB, mas quando do estudo pormenorizado do projeto, um sério entrave aparece: a inviabilidade financeira, abandonou-se então o projeto inicial para abraçar a idéia do Lar da Criança.

O Lar da Criança tomou a atenção da FEPB na pessoa do seu novo presidente como também, dos dirigentes espíritas que ali colaboravam. A esposa de Laurindo Cavalcante, dona Déa Neiva de Araújo, entre tantas outras damas de virtudes Cristãs que ali trabalhavam, se desdobrou bastante com o esposo até adoecer e ao desencarnar deixou uma lacuna impreenchível na vida do esposo e no trabalho.

Como ficou difícil, a partir de então, conciliar os trabalhos da FEPB, com os do dia-a-dia, de O Lar da Criança, Laurindo Cavalcante convidou José Humberto Lucena para dirigir esse trabalho. Apesar do apoio que ele recebeu da FEPB, após alguns anos de administração, José Humberto entendeu por considerar a instituição Espírita Lar da Criança, como organização não-governamental, ONG, retirando propositadamente todas as características Espíritas ali existente no início, estando a mesma na atualidade, desvinculada administrativamente da FEPB.

Dia 24 de outubro de 1978 o ilustre confrade Dr. Deolindo Amorim visitou a FEPB, onde fez conferência. O Dr. Deolindo Amorim foi o fundador do Instituto de Cultura Espírita do Brasil cuja sede fica na Av. Rio Branco, no Rio de Janeiro, como atuante membro do movimento, foi ainda secretário da Liga Espírita do Brasil e um dos membros que assinou o “Pacto Áureo” na sede da FEB em 5 de outubro de 1949.

Em 1978 realizou-se o primeiro Zonal da FEB em João Pessoa, que sediou os representantes da FEB e todos os componentes da 2a. Zona, que são: Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia. Foi realizado no período de 29 de setembro a 1º. de outubro de 1978.  O tema em estudo foi “Como executar a orientação ao Centro Espírita” aprovado na reunião plenária do Conselho Federativo Nacional de 1º. a 2 de outubro de 1977 em Brasília DF. A FEB se fez presente na pessoa de seu vice-presidente, Juvanir Borges de Souza, que chegou assessorado por equipe de diretores. Estavam presentes às sessões respectivas as entidades Federativas Estaduais que integravam o Conselho da 2ª. Zona.Eventos de destaques

O assunto da reunião era justamente a aprovação do Opúsculo Orientação ao Centro Espírita, uma vez que já havia sido feitas três outras reuniões em regiões diferentes do Brasil, tratando do mesmo tema, e em cada qual, os participantes do Zonal contribuíam para uma melhor redação dos textos daquele importante trabalho para finalmente na reunião do Conselho Federativo Nacional ser decidido o texto final que foi editado em 1980.

Na gestão de Laurindo Cavalcante de Araújo registra-se ainda dois outros eventos de importância para o Movimento Espírita paraibano. O primeiro foi o aumento de 600m de área no prédio do Lar da Criança e a reforma na sede da FEPB na Lagoa, fazendo-se na parte traseira, três pisos contribuindo para a melhor funcionalidade do prédio da Federação naquela época. O segundo fato aconteceu em 1979. Depois de 63 anos, ocorreu pela primeira vez a mudança dos Estatutos da FEPB, motivado pelo interesse de atender o desenvolvimento do Movimento Espírita da Paraíba, adaptando-o a novas necessidades.

Em 1981 o Centro Espírita Leopoldo Cirne faz a festa de seu 40o. aniversário de fundação que foi comemorada durante um mês inteiro. Teve a sua coroação com a vinda à João Pessoa, do maior tribuno espírita do Brasil, o médium baiano, Divaldo Pereira Franco. Já em 1982 realizou-se o curso para Evangelizadores, promovido pela FEB, com a participação a todos os estados Nordestinos. A FEPB coordenou os trabalhos.

A FEPB reformulou naquele ano o seu estatuto e entre outras reformas, o Conselho Administrativo passou a chamar-se Conselho Superior da FEPB e dentro dessa reforma iniciou-se o trabalho maior que era: a reformulação do Conselho Federativo Estadual, órgão por excelência que reúne em seu bojo a totalidade das Sociedades e Centros Espíritas que constituem o grande Movimento Espírita estadual. Logo após Laurindo Cavalcante deixar a presidência, ele cobrava a José Raimundo de Lima, o sucessor, a continuidade dos trabalhos de Evangelização, com pessoas comprometidas. Terminado o último mandato de Laurindo Cavalcante de Araújo, começa outro tempo de trabalho e dedicação ao Espiritismo.

Fonte das informações: Domingos Soares, jornais O Além e Tribuna Espírita e revista Reformador

Edição de texto: Fátima Farias